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Calculadora de taxa de frequência e de gravidade

Digite os acidentes, as horas trabalhadas e os dias perdidos e debitados: a ferramenta calcula a TF e a TG por milhão de horas-homem e mostra a conta.

  • Por milhão de horas
  • Conta explicada
  • Sem cadastro

O certo é a soma das horas efetivamente trabalhadas no período; a estimativa serve quando você não tem esse número.

Resultado

Frequência (TF)

?

acidentes por milhão de horas

Gravidade (TG)

?

dias por milhão de horas

Digite os acidentes e as horas trabalhadas pra ver as taxas.

Os dias debitados (morte e incapacidade permanente) saem da tabela da ABNT NBR 14280. Fórmulas da ABNT NBR 14280 (edição de 2001), como explicam as fontes desta página, conferidas em 11/10/2026. Este resultado não substitui o texto vigente da norma.

🔒 A conta é feita no seu navegador: os números que você digita não são enviados pra nós.

Pra que serve e quem não deve usar

Pra calcular e entender a taxa de frequência e a taxa de gravidade dos acidentes de trabalho de um período, como nos estudos e nos relatórios de segurança.

  • Como laudo, perícia ou estatística oficial: os números oficiais seguem a NBR 14280 e as regras de quem pede o relatório.
  • Pra descobrir os dias debitados de um caso: eles saem da tabela da ABNT NBR 14280.

Como usar

  1. Digite o número de acidentes do período (um mês, um ano). Se quiser, diga quantos tiveram afastamento.
  2. Digite as horas-homem trabalhadas no período. Sem o número exato, use a aba "Estimar as horas".
  3. Pra taxa de gravidade, digite os dias perdidos e, se houver, os dias debitados.
  4. Veja as duas taxas, a conta passo a passo e o que cada número quer dizer.

Exemplos

O que é a taxa de frequência

A taxa de frequência (TF) diz quantos acidentes aconteceriam a cada 1 milhão de horas trabalhadas, no ritmo do período. Dividir pelas horas, e não pelo número de pessoas, deixa comparar meses e empresas de tamanhos diferentes: 12 acidentes numa empresa grande não pesam o mesmo que 12 numa pequena.

A conta é a da ABNT NBR 14280, a norma brasileira de cadastro de acidente do trabalho, como explicam as fontes desta página: o número de acidentes vezes 1.000.000, dividido pelas horas-homem de exposição ao risco. Com 12 acidentes em 1.150.000 horas, a TF é 12 × 1.000.000 ÷ 1.150.000 = 10,43.

TF = número de acidentes × 1.000.000 ÷ horas-homem de exposição ao risco

O que é a taxa de gravidade

A taxa de gravidade (TG) mede o peso dos acidentes: quantos dias foram perdidos ou debitados a cada 1 milhão de horas trabalhadas. Dois anos com o mesmo número de acidentes podem ter gravidades bem diferentes.

Dias perdidos são os dias efetivamente perdidos por causa da lesão do acidente do trabalho. Dias debitados são valores que a NBR 14280 atribui quando o acidente causa morte, incapacidade para o trabalho ou perda anatômica. Os dias de cada caso estão numa tabela da norma, que é da ABNT e tem direito autoral: por isso ela não aparece aqui. Consulte a norma, some os dias debitados do período e digite o total.

Para os casos de morte ou de incapacidade permanente, confira na própria NBR 14280 como somar os dias perdidos e os debitados.

TG = (dias perdidos + dias debitados) × 1.000.000 ÷ horas-homem de exposição ao risco

Horas-homem: o número certo e a estimativa

O certo é usar a soma das horas efetivamente trabalhadas por todos no período, as horas-homem de exposição ao risco. Sem esse número, dá pra estimar multiplicando o número de trabalhadores pelas horas trabalhadas: o estudo do IFSULDEMINAS citado nas fontes multiplicou os trabalhadores pelos dias trabalhados e pela média de horas por dia.

A aba "Estimar as horas" faz a mesma ideia com as horas por mês: 150 trabalhadores × 176 horas × 12 meses = 316.800 horas-homem. Com 5 acidentes e 48 dias perdidos nesse período, a TF é 15,78 e a TG é 151,52.

Horas-homem estimadas = trabalhadores × horas por mês × meses

Como ler os números

  • TF 10,43 quer dizer que, no ritmo do período, seriam cerca de 10 acidentes a cada 1 milhão de horas trabalhadas. TG 82,61 quer dizer cerca de 83 dias perdidos ou debitados a cada 1 milhão de horas.
  • Os dias divididos pelos acidentes dão a média de dias por acidente: no exemplo, 95 ÷ 12, quase 8 dias.
  • A ferramenta não diz se a taxa é boa ou ruim. O jeito útil de usar é comparar a mesma empresa ao longo do tempo, contando sempre do mesmo jeito.
  • No Brasil a referência é 1 milhão de horas; nos países europeus e nos Estados Unidos é comum a base de 200.000 horas (dissertação da USP citada nas fontes). Pra comparar com uma taxa nessa base, divida a daqui por 5: a ferramenta mostra as duas.
  • São indicadores do que já aconteceu: medem o resultado dos acidentes ocorridos, não o risco que ainda existe no trabalho.

Com afastamento, sem afastamento e acidente de trajeto

Não existe um critério único entre as empresas. A dissertação da USP citada nas fontes conta que algumas calculam a taxa sem os acidentes de primeiros socorros, os quase acidentes, os acidentes de trajeto e os fora do trabalho, que ficam numa conta à parte, e que outras juntam empregados próprios e terceirizados. Antes de comparar duas taxas, confira se foram calculadas do mesmo jeito.

Há empresas que também acompanham à parte os acidentes com perda de tempo e sem perda de tempo. Se você disser quantos acidentes tiveram afastamento, a ferramenta mostra a taxa de frequência de cada grupo.

Perguntas frequentes

Qual é a fórmula da taxa de frequência?

TF = número de acidentes × 1.000.000 ÷ horas-homem de exposição ao risco. Com 12 acidentes em 1.150.000 horas trabalhadas, a conta é 12 × 1.000.000 ÷ 1.150.000 = 10,43.

Qual é a fórmula da taxa de gravidade?

TG = (dias perdidos + dias debitados) × 1.000.000 ÷ horas-homem de exposição ao risco. Com 60 dias perdidos e 300 debitados em 600.000 horas, a conta é 360 × 1.000.000 ÷ 600.000 = 600.

O que são dias debitados?

São valores em dias que a ABNT NBR 14280 atribui quando o acidente causa morte, incapacidade para o trabalho ou perda anatômica. A quantidade de cada caso está numa tabela da norma, que tem direito autoral e não é reproduzida aqui: consulte a norma e digite o total do período.

Como calcular as horas-homem trabalhadas?

Some as horas efetivamente trabalhadas por todos no período. Se você não tem esse número, estime com trabalhadores × horas por mês × meses, na aba "Estimar as horas", e diga no relatório que o valor foi estimado.

Por que multiplicar por 1 milhão?

Pra ter um número fácil de ler e de comparar, mesmo em empresas pequenas: a taxa passa a dizer quantos acidentes, ou quantos dias, caberiam em 1 milhão de horas. Em outros países é comum a base de 200.000 horas, e a ferramenta mostra as duas.

A taxa mostra se a empresa é segura?

Não sozinha. A TF e a TG medem o que já aconteceu e mudam muito com poucos casos num período curto. Servem pra acompanhar a mesma empresa ao longo do tempo, junto com a investigação dos acidentes e o gerenciamento dos riscos.

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