Como ler cada casa
O número atômico, no canto de cima, é a quantidade de prótons do átomo: é ele que diz qual é o elemento. O símbolo tem uma ou duas letras, a primeira maiúscula. Embaixo vêm o nome e o peso atômico: a massa média dos átomos do elemento, medida em relação a um doze avos da massa do átomo de carbono 12.
O jeito do símbolo mostra o estado do elemento a 25 °C e 1 atm. Na colorida, o preto é sólido, o azul é líquido (só o bromo e o mercúrio), o vermelho é gasoso (são 11) e o cinza é dos que ninguém juntou em quantidade pra ver. No preto e branco, o gasoso fica vazado e o líquido, sublinhado.
Os grupos e os períodos
As 18 colunas são os grupos, numerados de 1 a 18, e as 7 linhas são os períodos. No mesmo grupo os elementos se parecem: o sódio e o potássio reagem com a água de um jeito parecido. Embaixo de cada grupo a tabela traz também a numeração antiga das famílias (1A, 2A, 3B... 8A), que muitos livros ainda usam.
Os lantanídeos (do 57 ao 71) e os actinídeos (do 89 ao 103) moram nas duas filas de baixo. Eles pertencem aos períodos 6 e 7, mas, se ficassem na linha deles, a tabela teria 32 colunas e não caberia na folha.
As classes e as cores
As cores seguem a divisão que a escola usa: metais alcalinos (grupo 1, menos o hidrogênio), alcalinoterrosos (grupo 2), metais de transição (grupos 3 a 12), lantanídeos, actinídeos, outros metais, semimetais, não metais, halogênios (grupo 17) e gases nobres (grupo 18). O hidrogênio fica no grupo 1, mas é um não metal.
"Semimetal" não está entre os nomes de grupos aprovados pela IUPAC: é uma classe dos livros, e eles não concordam sobre quem entra. Aqui os semimetais são o boro, o silício, o germânio, o arsênio, o antimônio, o telúrio e o polônio; há livros que põem o polônio entre os metais e o astato entre os semimetais, e livros que tiram o grupo 12 dos metais de transição.
Os pesos atômicos de 2024
Os pesos são os valores abreviados da Comissão de Abundâncias Isotópicas e Pesos Atômicos (CIAAW) da IUPAC, com até cinco algarismos. Em 2024 a comissão revisou três: o zircônio passou de 91,224 para 91,222; no gadolínio e no lutécio o valor abreviado continuou 157,25 e 174,97. Por isso uma tabela antiga pode mostrar outro número no zircônio.
Os 34 elementos radioativos que não têm uma mistura natural fixa de isótopos não têm peso atômico padrão. Neles vai, entre colchetes, o número de massa do isótopo de meia-vida mais longa confirmada, como na tabela da IUPAC: o radônio é [222] e o tecnécio, [97]. Algumas tabelas trazem outro número pra poucos deles, como [98] no tecnécio e [266] no laurêncio.
A distribuição eletrônica nas camadas
Marcando "As camadas", cada casa mostra quantos elétrons o átomo tem em cada camada, da K à Q, no estado fundamental medido, o da base de espectros atômicos do NIST (a mesma que a Sociedade Brasileira de Química usa). O cobre, por exemplo, fica 2, 8, 18, 1: pelo diagrama de Linus Pauling daria 2, 8, 17, 2, e o átomo de verdade foge da regra.
Do meitnério (109) em diante não há medida, só previsão de cálculo, e a casa fica sem as camadas. A lista dos 118 elementos, no verso, traz as camadas de todos os que têm medida.
Os nomes em português
Os nomes seguem a grafia da Sociedade Brasileira de Química, a das tabelas de 2025: kriptônio, neptúnio e berkélio, que concordam com os símbolos Kr, Np e Bk (em livros mais antigos aparecem criptônio, netúnio e berquélio), e os quatro mais novos, que a IUPAC aprovou em 28 de novembro de 2016: nihônio (113), moscóvio (115), tennesso (117) e oganessônio (118).
Como montar a tabela grande
- Imprima todas as folhas em tamanho real (100%), sem ajustar à página. Cada folha diz o número dela (folha 2 de 4) e onde fica.
- Da folha 2 em diante, recorte na linha tracejada da margem da esquerda ou de cima.
- Passe cola na faixa cinza da folha vizinha, onde está escrito "cole aqui", e ponha a folha recortada por cima, encaixando as casas.
- Em 2 folhas de pé a tabela fica com uns 35 x 25 cm; em 4 folhas deitadas, com uns 50 x 35 cm, bom pra parede da sala.