Feed da comunidade
Nos anos 1890, a bicicleta moderna se popularizou e deu às mulheres uma coisa que elas nunca tinham tido.
Sair de casa sozinha. Ir longe. Sem pedir carona, sem companhia e sem autorização.
Em 1896, a americana Susan B. Anthony disse que a bicicleta tinha feito mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa no mundo.
A reação não foi proibir. Foi inventar uma doença.
Chamaram de bicycle face, o rosto de bicicleta. Segundo os médicos que a anunciaram, o esforço de pedalar e a tensão de manter o equilíbrio deformavam o rosto de quem andava de bicicleta.
Olhos esbugalhados. Mandíbula travada. Rosto ora avermelhado, ora pálido. Olheiras fundas e uma expressão de cansaço.
E permanente. A cara ficava assim para sempre.
O médico britânico Arthur Shadwell reivindicou a autoria do termo num artigo publicado no National Review em 1897.
A médica britânica Arabella Kenealy foi mais longe. Em texto de 1899, escreveu que pedalar com vigor podia deixar a mulher infértil.
E não era só o rosto. A imprensa da época registrou também coração de bicicleta, corcunda de bicicleta e garganta de bicicleta.
Em 1895, o jornal New York World publicou uma lista de proibições para as ciclistas. Entre elas, duas resumem tudo.
Não use gíria de ciclista, deixe isso para os meninos.
E, literalmente: não cultive um rosto de bicicleta.
Nada disso funcionou.
As mulheres continuaram pedalando. Trocaram a saia pelo bloomer, que era calça larga e escandalizava. E a bicicleta virou o símbolo daquela geração.
O rosto de bicicleta nunca existiu.
O que existia era medo do que elas fariam depois de aprender a ir embora sozinhas.
Quem te ensinou a andar de bicicleta?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#bicicleta #historiadasmulheres #seculoxix #curiosidades #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Nos anos 1890, a bicicleta moderna se popularizou e deu às mulheres uma coisa que elas nunca tinham tido.
Sair de casa sozinha. Ir longe. Sem pedir carona, sem companhia e sem autorização.
Em 1896, a americana Susan B. Anthony disse que a bicicleta tinha feito mais pela emancipação das mulheres do que qualquer outra coisa no mundo.
A reação não foi proibir. Foi inventar uma doença.
Chamaram de bicycle face, o rosto de bicicleta. Segundo os médicos que a anunciaram, o esforço de pedalar e a tensão de manter o equilíbrio deformavam o rosto de quem andava de bicicleta.
Olhos esbugalhados. Mandíbula travada. Rosto ora avermelhado, ora pálido. Olheiras fundas e uma expressão de cansaço.
E permanente. A cara ficava assim para sempre.
O médico britânico Arthur Shadwell reivindicou a autoria do termo num artigo publicado no National Review em 1897.
A médica britânica Arabella Kenealy foi mais longe. Em texto de 1899, escreveu que pedalar com vigor podia deixar a mulher infértil.
E não era só o rosto. A imprensa da época registrou também coração de bicicleta, corcunda de bicicleta e garganta de bicicleta.
Em 1895, o jornal New York World publicou uma lista de proibições para as ciclistas. Entre elas, duas resumem tudo.
Não use gíria de ciclista, deixe isso para os meninos.
E, literalmente: não cultive um rosto de bicicleta.
Nada disso funcionou.
As mulheres continuaram pedalando. Trocaram a saia pelo bloomer, que era calça larga e escandalizava. E a bicicleta virou o símbolo daquela geração.
O rosto de bicicleta nunca existiu.
O que existia era medo do que elas fariam depois de aprender a ir embora sozinhas.
Quem te ensinou a andar de bicicleta?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#bicicleta #historiadasmulheres #seculoxix #curiosidades #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA