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Era um caminhão de carroceria aberta, com tábuas atravessadas servindo de banco e uma grade nas laterais para a pessoa se segurar.
Ficou conhecido como pau de arara.
Foi assim que centenas de milhares de brasileiros saíram do Nordeste em direção a São Paulo, entre os anos 1950 e os anos 1970.
Existia navio. Existia trem. Mas o caminhão era o mais barato, e por isso foi o mais usado.
A viagem durava de 6 a 13 dias, dependendo de onde a pessoa saía e de como estava a estrada.
E aqui está a parte que quase ninguém conta.
A migração não foi só uma decisão de quem foi. A partir de 1935, o poder público passou a incentivar oficialmente a vinda de trabalhadores para São Paulo, com o objetivo de aumentar a mão de obra para as lavouras.
O país chamou.
Em 1949 ficou pronta a rodovia Rio-Bahia. Foi ela que virou a estrada dos caminhões, e a partir dali o fluxo explodiu.
O censo de 1950 registrou 387.612 nordestinos que tinham migrado para São Paulo. Só de Pernambuco foram 62.745.
Na Hospedaria de Imigrantes, em São Paulo, que tinha sido construída para receber estrangeiros vindos de navio, passaram a chegar dezenas de milhares de brasileiros. Pernambucanos, paraibanos, baianos e cearenses.
Em dezembro de 1952, uma família embarcou num caminhão Mercedes-Benz em Vargem Comprida, no interior de Pernambuco.
O dono do caminhão se chamava Zé de Né e morava em Caetés. Ele fazia aquela viagem com regularidade. Na ida levava gente na carroceria. Na volta, trazia mercadoria.
Foram 13 dias e 13 noites até o caminhão parar no bairro do Brás.
O irmão mais novo do Zé de Né está vivo, com 91 anos. Ele lembra pouca coisa daquela viagem.
Lembra que foram 13 dias muito difíceis.
Sua família veio de pau de arara?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#paudearara #nordeste #saopaulo #historiadobrasil #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Era um caminhão de carroceria aberta, com tábuas atravessadas servindo de banco e uma grade nas laterais para a pessoa se segurar. Ficou conhecido como pau de arara. Foi assim que centenas de milhares de brasileiros saíram do Nordeste em direção a São Paulo, entre os anos 1950 e os anos 1970. Existia navio. Existia trem. Mas o caminhão era o mais barato, e por isso foi o mais usado. A viagem durava de 6 a 13 dias, dependendo de onde a pessoa saía e de como estava a estrada. E aqui está a parte que quase ninguém conta. A migração não foi só uma decisão de quem foi. A partir de 1935, o poder público passou a incentivar oficialmente a vinda de trabalhadores para São Paulo, com o objetivo de aumentar a mão de obra para as lavouras. O país chamou. Em 1949 ficou pronta a rodovia Rio-Bahia. Foi ela que virou a estrada dos caminhões, e a partir dali o fluxo explodiu. O censo de 1950 registrou 387.612 nordestinos que tinham migrado para São Paulo. Só de Pernambuco foram 62.745. Na Hospedaria de Imigrantes, em São Paulo, que tinha sido construída para receber estrangeiros vindos de navio, passaram a chegar dezenas de milhares de brasileiros. Pernambucanos, paraibanos, baianos e cearenses. Em dezembro de 1952, uma família embarcou num caminhão Mercedes-Benz em Vargem Comprida, no interior de Pernambuco. O dono do caminhão se chamava Zé de Né e morava em Caetés. Ele fazia aquela viagem com regularidade. Na ida levava gente na carroceria. Na volta, trazia mercadoria. Foram 13 dias e 13 noites até o caminhão parar no bairro do Brás. O irmão mais novo do Zé de Né está vivo, com 91 anos. Ele lembra pouca coisa daquela viagem. Lembra que foram 13 dias muito difíceis. Sua família veio de pau de arara? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. #paudearara #nordeste #saopaulo #historiadobrasil #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA