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Bastava ralar o joelho na rua para alguém aparecer com o frasco. Uma gota de Merthiolate, o grito e alguém assoprando para passar. Do lado dele, no armário do banheiro, ficava o mercurocromo, o vermelhinho.
Em abril de 2001, o Ministério da Saúde anunciou a proibição da venda de produtos à base de mercúrio no Brasil, e os dois estavam na lista. A Anvisa proibiu a produção e a venda, e as farmácias ganharam 60 dias para tirar tudo das prateleiras. Os produtos não serviam para esterilizar ferida e traziam o risco do mercúrio. Nos hospitais, já não eram usados desde 1991.
O vermelhinho nasceu nos Estados Unidos, em 1919, e o nome oficial é merbromina. Nos anos 1990, estava na maioria das casas brasileiras, segundo a BBC. O cirurgião Hugh Hampton Young, da Universidade Johns Hopkins, ajudou a revelar suas propriedades antissépticas. Lá, a FDA, agência que regula os remédios, deixou de considerar o mercurocromo seguro em 1998, 3 anos antes do Brasil.
O Merthiolate surgiu em 1927, à base de timerosal, um composto com mercúrio. Desde os anos 1930, estudos já indicavam que ele falhava contra micróbios, segundo a farmacêutica Tânia Amador, da UFRGS. O detalhe histórico é que a fórmula original era timerosal dissolvido em álcool, segundo um banco de dados do Museu de Belas Artes de Boston, nos Estados Unidos. E o vermelhinho podia vir em álcool, que ardia, ou em água, segundo a BBC. Por isso tem gente que jura que um ardia e o outro não.
Depois da proibição, o Merthiolate foi reformulado sem mercúrio. A bula de hoje traz digluconato de clorexidina em solução à base de água, sem álcool.
Na sua casa era Merthiolate ou o vermelhinho?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
Para o próximo joelho ralado, a versão de hoje, sem mercúrio. Toque na imagem para ver o Merthiolate spray.
#merthiolate #historiadamedicina #nostalgia #anos90 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Bastava ralar o joelho na rua para alguém aparecer com o frasco. Uma gota de Merthiolate, o grito e alguém assoprando para passar. Do lado dele, no armário do banheiro, ficava o mercurocromo, o vermelhinho. Em abril de 2001, o Ministério da Saúde anunciou a proibição da venda de produtos à base de mercúrio no Brasil, e os dois estavam na lista. A Anvisa proibiu a produção e a venda, e as farmácias ganharam 60 dias para tirar tudo das prateleiras. Os produtos não serviam para esterilizar ferida e traziam o risco do mercúrio. Nos hospitais, já não eram usados desde 1991. O vermelhinho nasceu nos Estados Unidos, em 1919, e o nome oficial é merbromina. Nos anos 1990, estava na maioria das casas brasileiras, segundo a BBC. O cirurgião Hugh Hampton Young, da Universidade Johns Hopkins, ajudou a revelar suas propriedades antissépticas. Lá, a FDA, agência que regula os remédios, deixou de considerar o mercurocromo seguro em 1998, 3 anos antes do Brasil. O Merthiolate surgiu em 1927, à base de timerosal, um composto com mercúrio. Desde os anos 1930, estudos já indicavam que ele falhava contra micróbios, segundo a farmacêutica Tânia Amador, da UFRGS. O detalhe histórico é que a fórmula original era timerosal dissolvido em álcool, segundo um banco de dados do Museu de Belas Artes de Boston, nos Estados Unidos. E o vermelhinho podia vir em álcool, que ardia, ou em água, segundo a BBC. Por isso tem gente que jura que um ardia e o outro não. Depois da proibição, o Merthiolate foi reformulado sem mercúrio. A bula de hoje traz digluconato de clorexidina em solução à base de água, sem álcool. Na sua casa era Merthiolate ou o vermelhinho? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. Para o próximo joelho ralado, a versão de hoje, sem mercúrio. Toque na imagem para ver o Merthiolate spray. #merthiolate #historiadamedicina #nostalgia #anos90 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA