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Toda noite, assim que escurecia, um jardim de Botafogo, no Rio de Janeiro, virava sala de concerto. Quem assistia, em 1832, era um inglês de 23 anos chamado Charles Darwin.
Darwin era o naturalista do Beagle, navio britânico que mapeava as costas da América do Sul numa viagem que só terminaria em 1836. Em abril, ele foi morar numa casa bem embaixo do Corcovado, com o pintor Augustus Earle, que já conhecia o Rio e o levou ao alto do morro. Enquanto o Beagle voltava à Bahia para refazer medições, Darwin ficou em terra. Numa carta à irmã Caroline, chamou o lugar de retirado e lindo.
Depois dos dias mais quentes, ele sentava no jardim para ver a noite chegar. Pererecas pousadas no capim, pouco acima da água, cantavam em harmonia, cada uma numa nota. Cigarras e grilos faziam um chiado sem fim, que de longe nem incomodava. Muitas vezes, conta ele, ficou ouvindo até um inseto curioso roubar sua atenção.
Era a hora dos vaga-lumes. Eles passavam de uma cerca viva para outra, e numa noite escura a luz se via a uns 200 passos. Darwin pegou vários e reparou que piscavam mais forte quando eram incomodados. Notou também que todos os bichos luminosos que observou, da terra e do mar, tinham luz verde.
Quase 200 anos depois, o pisca-pisca segue sendo um recado: é com ele que muitos vaga-lumes encontram par no escuro. Por isso a luz artificial atrapalha tanto. Um estudo de 2021 apontou a poluição luminosa como a ameaça que mais cresce para os vaga-lumes da Mata Atlântica, a mesma mata que cerca o Rio.
Quem quer vaga-lume por perto pode apagar as luzes de fora à noite, deixar folhas no chão, ter plantas nativas e evitar veneno no jardim.
Onde você via vaga-lume quando era criança?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
Vaga-lume de LED enfeita, mas o de verdade gosta mesmo é do escuro. Toque na imagem para ver a luminária.
#charlesdarwin #historiadaciencia #riodejaneiro #anos1830 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Toda noite, assim que escurecia, um jardim de Botafogo, no Rio de Janeiro, virava sala de concerto. Quem assistia, em 1832, era um inglês de 23 anos chamado Charles Darwin. Darwin era o naturalista do Beagle, navio britânico que mapeava as costas da América do Sul numa viagem que só terminaria em 1836. Em abril, ele foi morar numa casa bem embaixo do Corcovado, com o pintor Augustus Earle, que já conhecia o Rio e o levou ao alto do morro. Enquanto o Beagle voltava à Bahia para refazer medições, Darwin ficou em terra. Numa carta à irmã Caroline, chamou o lugar de retirado e lindo. Depois dos dias mais quentes, ele sentava no jardim para ver a noite chegar. Pererecas pousadas no capim, pouco acima da água, cantavam em harmonia, cada uma numa nota. Cigarras e grilos faziam um chiado sem fim, que de longe nem incomodava. Muitas vezes, conta ele, ficou ouvindo até um inseto curioso roubar sua atenção. Era a hora dos vaga-lumes. Eles passavam de uma cerca viva para outra, e numa noite escura a luz se via a uns 200 passos. Darwin pegou vários e reparou que piscavam mais forte quando eram incomodados. Notou também que todos os bichos luminosos que observou, da terra e do mar, tinham luz verde. Quase 200 anos depois, o pisca-pisca segue sendo um recado: é com ele que muitos vaga-lumes encontram par no escuro. Por isso a luz artificial atrapalha tanto. Um estudo de 2021 apontou a poluição luminosa como a ameaça que mais cresce para os vaga-lumes da Mata Atlântica, a mesma mata que cerca o Rio. Quem quer vaga-lume por perto pode apagar as luzes de fora à noite, deixar folhas no chão, ter plantas nativas e evitar veneno no jardim. Onde você via vaga-lume quando era criança? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. Vaga-lume de LED enfeita, mas o de verdade gosta mesmo é do escuro. Toque na imagem para ver a luminária. #charlesdarwin #historiadaciencia #riodejaneiro #anos1830 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA