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Existe uma raiz que, em algumas variedades, é venenosa. Crua, ela contém compostos cianogênicos em quantidade suficiente para matar.
Essa raiz virou a base da alimentação de um continente inteiro.
E quem fez isso acontecer foram os povos indígenas.
A Manihot esculenta foi domesticada há cerca de 9 mil anos, na região do Alto Rio Madeira, no que hoje é o estado de Rondônia. A conclusão vem de um estudo da USP publicado na revista científica Annals of Botany, que cruzou análise genética com evidência arqueológica.
Outras pesquisas trabalham com uma faixa maior, entre 8 e 10 mil anos, na mesma macrorregião, que inclui o sul de Rondônia e as terras baixas da Bolívia.
O mesmo estudo apontou uma coisa curiosa: a mandioca mansa foi domesticada primeiro. A brava, a variedade mais tóxica, veio muito depois.
E foi justamente a brava que exigiu a maior invenção.
Para tornar aquela raiz comestível, os povos originários desenvolveram um processo de várias etapas. Ralar, espremer para extrair o líquido tóxico e depois torrar o que restava.
Isso é tecnologia de alimento. Desenvolvida sem laboratório, sem microscópio e sem escrita, e transmitida de geração em geração por milhares de anos.
Quando os portugueses chegaram, o trigo europeu não vingou no solo e no clima daqui.
O que sustentou a colônia, as expedições e as tropas foi a farinha. A mesma farinha que os indígenas já produziam havia milênios.
Hoje a Manihot esculenta é consumida por cerca de 500 milhões de pessoas nas regiões tropicais do planeta.
E ela continua sendo a mesma raiz, com nomes diferentes dependendo de onde você está.
Mandioca no Sudeste e no Centro-Oeste. Aipim no Rio e no Sul. Macaxeira no Norte e no Nordeste.
Cada região jura que o nome certo é o dela.
Na sua região chama mandioca, aipim ou macaxeira?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#mandioca #povosoriginarios #amazonia #historiadobrasil #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Existe uma raiz que, em algumas variedades, é venenosa. Crua, ela contém compostos cianogênicos em quantidade suficiente para matar. Essa raiz virou a base da alimentação de um continente inteiro. E quem fez isso acontecer foram os povos indígenas. A Manihot esculenta foi domesticada há cerca de 9 mil anos, na região do Alto Rio Madeira, no que hoje é o estado de Rondônia. A conclusão vem de um estudo da USP publicado na revista científica Annals of Botany, que cruzou análise genética com evidência arqueológica. Outras pesquisas trabalham com uma faixa maior, entre 8 e 10 mil anos, na mesma macrorregião, que inclui o sul de Rondônia e as terras baixas da Bolívia. O mesmo estudo apontou uma coisa curiosa: a mandioca mansa foi domesticada primeiro. A brava, a variedade mais tóxica, veio muito depois. E foi justamente a brava que exigiu a maior invenção. Para tornar aquela raiz comestível, os povos originários desenvolveram um processo de várias etapas. Ralar, espremer para extrair o líquido tóxico e depois torrar o que restava. Isso é tecnologia de alimento. Desenvolvida sem laboratório, sem microscópio e sem escrita, e transmitida de geração em geração por milhares de anos. Quando os portugueses chegaram, o trigo europeu não vingou no solo e no clima daqui. O que sustentou a colônia, as expedições e as tropas foi a farinha. A mesma farinha que os indígenas já produziam havia milênios. Hoje a Manihot esculenta é consumida por cerca de 500 milhões de pessoas nas regiões tropicais do planeta. E ela continua sendo a mesma raiz, com nomes diferentes dependendo de onde você está. Mandioca no Sudeste e no Centro-Oeste. Aipim no Rio e no Sul. Macaxeira no Norte e no Nordeste. Cada região jura que o nome certo é o dela. Na sua região chama mandioca, aipim ou macaxeira? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. #mandioca #povosoriginarios #amazonia #historiadobrasil #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA