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Ter o diploma de medicina pode deixar de ser suficiente para atender paciente no Brasil. Na quinta, 15 de outubro, a Câmara e o Senado aprovaram a medida provisória que torna o Enamed, o exame nacional de formação médica, condição para o registro profissional. O texto ainda depende da sanção do presidente da República.
A prova é aplicada pelo Ministério da Educação em 3 etapas, no fim do 2º, do 4º e do 6º ano do curso. A nota final é a média das 3 notas, com peso maior na última. Quem não atingir o mínimo pode refazer a 3ª etapa. Enquanto isso, só pode fazer atividades sem contato com paciente, sob supervisão, sem atender, receitar ou dar atestado.
A regra vale para quem entrou em medicina a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes continua nas regras antigas, segundo a Agência Senado.
O detalhe histórico é que o Brasil já controlou quem podia curar. Entre 1808 e 1828, a Fisicatura-mor, instalada no Rio de Janeiro, fiscalizava médicos, cirurgiões, boticários, sangradores e parteiras. Para sangrar um doente ou fazer um parto, era preciso ter registro no órgão, e os sangradores só podiam agir por ordem de médico ou cirurgião aprovado.
Até curandeiro podia ganhar licença. Em 1817, a Fisicatura autorizou um curandeiro chamado Bento a atuar na região de Inhaúma, no Rio, durante 1 ano.
Dos 193 pedidos de licença para sangrar, 101 vieram de pessoas escravizadas e 63 de libertos, mais de 8 em cada 10, segundo a historiadora Silvana Jeha. Em 1828, a Fisicatura foi extinta e a fiscalização passou às câmaras municipais.
Mais de 200 anos depois, a pergunta voltou: o que é preciso provar antes de cuidar de alguém.
Você confiaria mais num médico aprovado nessa prova?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
Para quem estuda ou trabalha na saúde, um instrumento de todo dia. Toque na imagem para ver o estetoscópio.
#enamed #medicina #estudantedemedicina #seculo19 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Ter o diploma de medicina pode deixar de ser suficiente para atender paciente no Brasil. Na quinta, 15 de outubro, a Câmara e o Senado aprovaram a medida provisória que torna o Enamed, o exame nacional de formação médica, condição para o registro profissional. O texto ainda depende da sanção do presidente da República. A prova é aplicada pelo Ministério da Educação em 3 etapas, no fim do 2º, do 4º e do 6º ano do curso. A nota final é a média das 3 notas, com peso maior na última. Quem não atingir o mínimo pode refazer a 3ª etapa. Enquanto isso, só pode fazer atividades sem contato com paciente, sob supervisão, sem atender, receitar ou dar atestado. A regra vale para quem entrou em medicina a partir de 19 de junho de 2026. Quem já estava matriculado antes continua nas regras antigas, segundo a Agência Senado. O detalhe histórico é que o Brasil já controlou quem podia curar. Entre 1808 e 1828, a Fisicatura-mor, instalada no Rio de Janeiro, fiscalizava médicos, cirurgiões, boticários, sangradores e parteiras. Para sangrar um doente ou fazer um parto, era preciso ter registro no órgão, e os sangradores só podiam agir por ordem de médico ou cirurgião aprovado. Até curandeiro podia ganhar licença. Em 1817, a Fisicatura autorizou um curandeiro chamado Bento a atuar na região de Inhaúma, no Rio, durante 1 ano. Dos 193 pedidos de licença para sangrar, 101 vieram de pessoas escravizadas e 63 de libertos, mais de 8 em cada 10, segundo a historiadora Silvana Jeha. Em 1828, a Fisicatura foi extinta e a fiscalização passou às câmaras municipais. Mais de 200 anos depois, a pergunta voltou: o que é preciso provar antes de cuidar de alguém. Você confiaria mais num médico aprovado nessa prova? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. Para quem estuda ou trabalha na saúde, um instrumento de todo dia. Toque na imagem para ver o estetoscópio. #enamed #medicina #estudantedemedicina #seculo19 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA