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O Hospital Colônia foi inaugurado em Barbacena, Minas Gerais, em 1903.
Era um hospital psiquiátrico. Mas cerca de 70% das pessoas internadas ali não tinham nenhum diagnóstico de doença mental.
Eram epilépticos. Alcoolistas. Pessoas em situação de rua. Homossexuais. Militantes políticos. Mulheres que engravidaram fora do casamento. Meninas que tinham sido violentadas.
E gente que simplesmente incomodava alguém com mais poder.
O prédio foi projetado para 200 pessoas. No fim da década de 1950, tinha 5 mil internos.
Na década de 1970, havia 1 psiquiatra para cada 400 pacientes.
Muitos chegavam de trem, em vagão de carga, vindos de outras cidades de Minas. A viagem ficou conhecida pelo nome que o povo deu: trem de doido.
Chegavam sem documento nenhum. Como ninguém sabia quem eram, os próprios funcionários os rebatizavam com nomes novos.
Ali dentro, a pessoa perdia o registro de quem tinha sido.
Estima-se que 60 mil pessoas tenham morrido no Colônia ao longo das décadas. O número é da apuração da jornalista Daniela Arbex, que publicou o livro-reportagem Holocausto Brasileiro em 2013, depois de procurar os sobreviventes para ouvir o que eles tinham a dizer.
Antes dela, o assunto tinha aparecido em 1979, numa reportagem do jornal Estado de Minas e no documentário Em Nome da Razão, de Helvécio Ratton. Depois disso, sumiu por mais de 30 anos.
Segundo o Governo de Minas Gerais, os últimos moradores da instituição viveram, em média, 49 anos internados.
A idade média deles hoje é 73 anos.
E três chegaram lá antes de completar 15.
A unidade foi fechada em 2026.
Você já tinha ouvido falar do Hospital Colônia?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#hospitalcolonia #barbacena #historiadobrasil #minasgerais #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada O Hospital Colônia foi inaugurado em Barbacena, Minas Gerais, em 1903.
Era um hospital psiquiátrico. Mas cerca de 70% das pessoas internadas ali não tinham nenhum diagnóstico de doença mental.
Eram epilépticos. Alcoolistas. Pessoas em situação de rua. Homossexuais. Militantes políticos. Mulheres que engravidaram fora do casamento. Meninas que tinham sido violentadas.
E gente que simplesmente incomodava alguém com mais poder.
O prédio foi projetado para 200 pessoas. No fim da década de 1950, tinha 5 mil internos.
Na década de 1970, havia 1 psiquiatra para cada 400 pacientes.
Muitos chegavam de trem, em vagão de carga, vindos de outras cidades de Minas. A viagem ficou conhecida pelo nome que o povo deu: trem de doido.
Chegavam sem documento nenhum. Como ninguém sabia quem eram, os próprios funcionários os rebatizavam com nomes novos.
Ali dentro, a pessoa perdia o registro de quem tinha sido.
Estima-se que 60 mil pessoas tenham morrido no Colônia ao longo das décadas. O número é da apuração da jornalista Daniela Arbex, que publicou o livro-reportagem Holocausto Brasileiro em 2013, depois de procurar os sobreviventes para ouvir o que eles tinham a dizer.
Antes dela, o assunto tinha aparecido em 1979, numa reportagem do jornal Estado de Minas e no documentário Em Nome da Razão, de Helvécio Ratton. Depois disso, sumiu por mais de 30 anos.
Segundo o Governo de Minas Gerais, os últimos moradores da instituição viveram, em média, 49 anos internados.
A idade média deles hoje é 73 anos.
E três chegaram lá antes de completar 15.
A unidade foi fechada em 2026.
Você já tinha ouvido falar do Hospital Colônia?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#hospitalcolonia #barbacena #historiadobrasil #minasgerais #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA