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Em 1688, um estudante de medicina de 19 anos apresentou uma dissertação na Universidade da Basileia, na Suíça.
Ele se chamava Johannes Hofer e tinha reparado numa coisa estranha.
Soldados suíços mandados para lutar longe dos Alpes estavam adoecendo e morrendo sem ferimento e sem infecção. E não eram só eles. Empregados domésticos e estudantes enviados para outras cidades apresentavam os mesmos sintomas.
Insônia. Perda de apetite. Palpitação. Febre. Melancolia severa.
O que todos tinham em comum era uma coisa só: estavam longe de casa.
Hofer concluiu que aquilo era uma doença. Juntou duas palavras gregas para batizá-la. Nostos, que significa o retorno para casa, e algos, que significa dor.
Nostalgia.
Com a doença veio o tratamento. Ele receitava que o doente voltasse para a terra natal o mais rápido possível. Aos suíços, prescrevia uma viagem aos Alpes.
Quando o retorno era impossível, o tratamento era outro. Ópio, sangrias e sanguessugas.
E isso não durou pouco.
Pelos 2 séculos seguintes, médicos na Europa e nos Estados Unidos trataram nostalgia, discutiram a cura, brigaram sobre o método e registraram a doença como causa de morte em atestado de óbito.
Ela também tinha outros nomes. Mal du pays, na França. Mal du Suisse, o mal suíço, porque acreditavam que atingia principalmente os suíços.
A nostalgia saiu da classificação médica com o tempo. Mas não porque alguém provou que ela não existia.
Saiu porque a medicina mudou de moldura, e a doença deixou de fazer sentido dentro dela.
Hoje a palavra virou uma coisa boa. Uma foto antiga, uma música, um cheiro.
Mas ela nasceu como diagnóstico, num papel assinado por um rapaz de 19 anos, para explicar por que gente longe de casa estava morrendo.
Qual lugar te dá aquele aperto no peito quando você lembra?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#nostalgia #historiadamedicina #seculoxvii #curiosidades #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Em 1688, um estudante de medicina de 19 anos apresentou uma dissertação na Universidade da Basileia, na Suíça.
Ele se chamava Johannes Hofer e tinha reparado numa coisa estranha.
Soldados suíços mandados para lutar longe dos Alpes estavam adoecendo e morrendo sem ferimento e sem infecção. E não eram só eles. Empregados domésticos e estudantes enviados para outras cidades apresentavam os mesmos sintomas.
Insônia. Perda de apetite. Palpitação. Febre. Melancolia severa.
O que todos tinham em comum era uma coisa só: estavam longe de casa.
Hofer concluiu que aquilo era uma doença. Juntou duas palavras gregas para batizá-la. Nostos, que significa o retorno para casa, e algos, que significa dor.
Nostalgia.
Com a doença veio o tratamento. Ele receitava que o doente voltasse para a terra natal o mais rápido possível. Aos suíços, prescrevia uma viagem aos Alpes.
Quando o retorno era impossível, o tratamento era outro. Ópio, sangrias e sanguessugas.
E isso não durou pouco.
Pelos 2 séculos seguintes, médicos na Europa e nos Estados Unidos trataram nostalgia, discutiram a cura, brigaram sobre o método e registraram a doença como causa de morte em atestado de óbito.
Ela também tinha outros nomes. Mal du pays, na França. Mal du Suisse, o mal suíço, porque acreditavam que atingia principalmente os suíços.
A nostalgia saiu da classificação médica com o tempo. Mas não porque alguém provou que ela não existia.
Saiu porque a medicina mudou de moldura, e a doença deixou de fazer sentido dentro dela.
Hoje a palavra virou uma coisa boa. Uma foto antiga, uma música, um cheiro.
Mas ela nasceu como diagnóstico, num papel assinado por um rapaz de 19 anos, para explicar por que gente longe de casa estava morrendo.
Qual lugar te dá aquele aperto no peito quando você lembra?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#nostalgia #historiadamedicina #seculoxvii #curiosidades #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA