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Em 1947, um brasileiro de 23 anos subiu o monte Chacaltaya, na Bolívia, a 5.421 metros de altitude, com chapas fotográficas especiais na bagagem. Hoje, o nome dele batiza o currículo dos pesquisadores do país.
César Lattes nasceu em Curitiba, no Paraná, em 11 de julho de 1924. Entrou no curso de física da USP aos 15 anos e se formou aos 19. Em Bristol, na Inglaterra, trabalhava no grupo do físico Cecil Powell, ao lado do italiano Giuseppe Occhialini, que também tinha dado aulas na USP.
No alto da montanha, a chance de registrar partículas vindas dos raios cósmicos era muito maior. As chapas tinham boro e foram feitas a pedido dele. Ao microscópio, os rastros apareciam como uma fileira de grãozinhos de prata. Foi assim que o grupo identificou o méson pi, partícula ligada à força que mantém unido o núcleo do átomo.
Depois, em Berkeley, nos Estados Unidos, Lattes levou só 10 dias para enxergar o mesmo méson, agora produzido num acelerador, ao lado do americano Eugene Gardner.
Em 1950, o Nobel de Física foi para Cecil Powell, sozinho, pelo método fotográfico de estudar os processos nucleares e pelas descobertas sobre os mésons. Lattes foi indicado ao prêmio 7 vezes, entre 1949 e 1954. Uma indicação veio de Gleb Wataghin, que tinha criado o curso de física da USP. Três vieram do químico Leopold Ruzicka, ganhador do Nobel de Química de 1939.
Em 1949, Lattes ajudou a fundar o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Morreu em 8 de março de 2005, em Campinas, no interior de São Paulo, aos 80 anos. A plataforma de currículos do CNPq com o nome dele completou 25 anos em 2024.
Você já preencheu o seu Currículo Lattes?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
Os rastros do méson pi apareciam ao microscópio. Toque na imagem para ver o microscópio.
#cesarlattes #fisica #professores #anos40 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Em 1947, um brasileiro de 23 anos subiu o monte Chacaltaya, na Bolívia, a 5.421 metros de altitude, com chapas fotográficas especiais na bagagem. Hoje, o nome dele batiza o currículo dos pesquisadores do país. César Lattes nasceu em Curitiba, no Paraná, em 11 de julho de 1924. Entrou no curso de física da USP aos 15 anos e se formou aos 19. Em Bristol, na Inglaterra, trabalhava no grupo do físico Cecil Powell, ao lado do italiano Giuseppe Occhialini, que também tinha dado aulas na USP. No alto da montanha, a chance de registrar partículas vindas dos raios cósmicos era muito maior. As chapas tinham boro e foram feitas a pedido dele. Ao microscópio, os rastros apareciam como uma fileira de grãozinhos de prata. Foi assim que o grupo identificou o méson pi, partícula ligada à força que mantém unido o núcleo do átomo. Depois, em Berkeley, nos Estados Unidos, Lattes levou só 10 dias para enxergar o mesmo méson, agora produzido num acelerador, ao lado do americano Eugene Gardner. Em 1950, o Nobel de Física foi para Cecil Powell, sozinho, pelo método fotográfico de estudar os processos nucleares e pelas descobertas sobre os mésons. Lattes foi indicado ao prêmio 7 vezes, entre 1949 e 1954. Uma indicação veio de Gleb Wataghin, que tinha criado o curso de física da USP. Três vieram do químico Leopold Ruzicka, ganhador do Nobel de Química de 1939. Em 1949, Lattes ajudou a fundar o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Morreu em 8 de março de 2005, em Campinas, no interior de São Paulo, aos 80 anos. A plataforma de currículos do CNPq com o nome dele completou 25 anos em 2024. Você já preencheu o seu Currículo Lattes? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. Os rastros do méson pi apareciam ao microscópio. Toque na imagem para ver o microscópio. #cesarlattes #fisica #professores #anos40 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA