Ela havia estudado literatura inglesa e era apaixonada por Shakespeare. Pouco depois, foi contratada para trabalhar em um laboratório que investigava supostos códigos escondidos nas obras do escritor.
A teoria não se sustentou.
Mas Elizebeth descobriu ali uma habilidade que mudaria sua vida: decifrar mensagens secretas.
Anos depois, durante a Lei Seca nos Estados Unidos, contrabandistas usavam rádios e códigos para organizar o transporte ilegal de bebidas.
Elizebeth passou a trabalhar para o governo.
Com papel, lápis e uma pequena equipe, ela decifrou mais de 12 mil mensagens e ajudou em investigações que levaram vários grupos criminosos à Justiça.
Então veio a Segunda Guerra Mundial.
Sua unidade começou a interceptar mensagens de redes de espionagem alemãs que atuavam na América do Sul.
Em março de 1942, uma dessas mensagens revelou que submarinos alemães estavam acompanhando o navio Queen Mary, que transportava mais de 8 mil pessoas.
A informação chegou ao comandante a tempo de permitir uma mudança de rota e evitar o ataque.
Até o fim da guerra, a unidade de Elizebeth havia decifrado cerca de 4 mil mensagens e quebrado três máquinas Enigma usadas para proteger comunicações secretas.
Mesmo assim, durante décadas, pouca gente conheceu a dimensão do trabalho dela.
Grande parte dos registros permaneceu secreta até o início dos anos 2000, e seu nome recebeu muito menos destaque público do que outros personagens da história da criptologia.
Hoje, Elizebeth é reconhecida como uma das pioneiras da criptologia americana.
Uma mulher que começou estudando Shakespeare acabou ajudando a decifrar milhares de mensagens secretas e a salvar milhares de vidas.
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