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Em dezembro de 2013, uma Kombi saiu da linha de montagem da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo.
Foi a última Kombi produzida no mundo.
Não a última do Brasil. A última do planeta. O país foi o derradeiro a fabricar aquele veículo, depois que todas as outras fábricas do mundo já tinham parado.
A produção nacional começou em 2 de setembro de 1957, na mesma fábrica. Antes disso, desde 1953, ela era montada num galpão no Ipiranga, em São Paulo. Foram 56 anos sem interrupção.
Até julho de 2013, tinham saído de São Bernardo 1.551.140 unidades.
E ela leva um recorde: foi o veículo de maior longevidade da indústria automobilística mundial.
A partir dos anos 1970, a Kombi brasileira passou a ser exportada. Chegou a mais de 100 países, entre eles Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.
Ela foi ambulância, van escolar, carro de feira, caminhão de mudança e casa de viagem. E não morreu por falta de comprador.
As resoluções 311 e 312 do Contran passaram a exigir airbag duplo e freio ABS em 100% dos veículos fabricados no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2014. A Kombi não tinha nenhum dos dois, e não havia como adaptar aquele projeto.
Ela parou porque a lei mudou e ela era velha demais para acompanhar.
A Volkswagen fez uma despedida. Lançou a série Last Edition, com pintura azul e branca no estilo saia e blusa, cortina, banco de vinil e plaqueta numerada no painel.
Eram 600 unidades, a 85 mil reais cada. Acabaram tão rápido que a fábrica dobrou a série para 1.200.
E a última unidade não ficou aqui.
Foi enviada para a Alemanha e está hoje no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, em Hannover.
O último carro de uma linha que o Brasil sustentou por 56 anos foi morar na Europa.
Qual Kombi você lembra? A da escola, a da feira ou a da mudança?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#kombi #saobernardodocampo #historiadobrasil #anos70 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Em dezembro de 2013, uma Kombi saiu da linha de montagem da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. Foi a última Kombi produzida no mundo. Não a última do Brasil. A última do planeta. O país foi o derradeiro a fabricar aquele veículo, depois que todas as outras fábricas do mundo já tinham parado. A produção nacional começou em 2 de setembro de 1957, na mesma fábrica. Antes disso, desde 1953, ela era montada num galpão no Ipiranga, em São Paulo. Foram 56 anos sem interrupção. Até julho de 2013, tinham saído de São Bernardo 1.551.140 unidades. E ela leva um recorde: foi o veículo de maior longevidade da indústria automobilística mundial. A partir dos anos 1970, a Kombi brasileira passou a ser exportada. Chegou a mais de 100 países, entre eles Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai. Ela foi ambulância, van escolar, carro de feira, caminhão de mudança e casa de viagem. E não morreu por falta de comprador. As resoluções 311 e 312 do Contran passaram a exigir airbag duplo e freio ABS em 100% dos veículos fabricados no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2014. A Kombi não tinha nenhum dos dois, e não havia como adaptar aquele projeto. Ela parou porque a lei mudou e ela era velha demais para acompanhar. A Volkswagen fez uma despedida. Lançou a série Last Edition, com pintura azul e branca no estilo saia e blusa, cortina, banco de vinil e plaqueta numerada no painel. Eram 600 unidades, a 85 mil reais cada. Acabaram tão rápido que a fábrica dobrou a série para 1.200. E a última unidade não ficou aqui. Foi enviada para a Alemanha e está hoje no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, em Hannover. O último carro de uma linha que o Brasil sustentou por 56 anos foi morar na Europa. Qual Kombi você lembra? A da escola, a da feira ou a da mudança? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. #kombi #saobernardodocampo #historiadobrasil #anos70 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA