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Em 28 de abril de 1928, um rapaz de 19 anos ajudou a fundar uma escola de samba no Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro.
Foi ele quem escolheu o nome e quem escolheu as cores. Verde e rosa.
Foi ele também quem compôs o primeiro samba que a escola levou para a avenida, o Chega de Demanda.
Ele se chamava Angenor de Oliveira, e o Brasil ia conhecer como Cartola.
Nos anos 1930, as músicas dele estavam nas vozes de Carmen Miranda, Francisco Alves, Sílvio Caldas e Araci de Almeida. Ele era um dos compositores mais gravados do país.
E aí ele sumiu.
Nos anos 1940, Cartola desapareceu do meio musical. Muita gente no samba achou que ele tinha morrido. Chegaram a compor músicas em homenagem a ele.
Em 1956, o jornalista Sérgio Porto, que assinava como Stanislaw Ponte Preta, entrou numa garagem em Ipanema.
E encontrou Cartola ali, lavando os carros dos moradores do prédio. À noite, ele trabalhava como vigia.
O homem que tinha fundado a Mangueira e sido gravado por Carmen Miranda estava lavando carro na Zona Sul, e ninguém sabia.
Sérgio Porto divulgou o reencontro e levou ele de volta para o rádio.
Mesmo assim, a volta não foi imediata. O samba tinha perdido espaço, e Cartola continuou trabalhando em outras funções por anos, inclusive como contínuo no Ministério da Indústria e Comércio.
O primeiro disco solo dele saiu em 1974.
Ele tinha 65 anos.
Foi nesse disco e nos seguintes que apareceram As Rosas Não Falam, O Mundo é um Moinho, Acontece, Alvorada e O Sol Nascerá.
Ao longo da vida, Cartola compôs mais de 500 músicas.
O primeiro show solo dele foi em 1978, aos 70 anos.
Ele morreu em 1980.
Qual música do Cartola você sabe de cor?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
#cartola #mangueira #samba #historiadobrasil #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Em 28 de abril de 1928, um rapaz de 19 anos ajudou a fundar uma escola de samba no Morro da Mangueira, no Rio de Janeiro. Foi ele quem escolheu o nome e quem escolheu as cores. Verde e rosa. Foi ele também quem compôs o primeiro samba que a escola levou para a avenida, o Chega de Demanda. Ele se chamava Angenor de Oliveira, e o Brasil ia conhecer como Cartola. Nos anos 1930, as músicas dele estavam nas vozes de Carmen Miranda, Francisco Alves, Sílvio Caldas e Araci de Almeida. Ele era um dos compositores mais gravados do país. E aí ele sumiu. Nos anos 1940, Cartola desapareceu do meio musical. Muita gente no samba achou que ele tinha morrido. Chegaram a compor músicas em homenagem a ele. Em 1956, o jornalista Sérgio Porto, que assinava como Stanislaw Ponte Preta, entrou numa garagem em Ipanema. E encontrou Cartola ali, lavando os carros dos moradores do prédio. À noite, ele trabalhava como vigia. O homem que tinha fundado a Mangueira e sido gravado por Carmen Miranda estava lavando carro na Zona Sul, e ninguém sabia. Sérgio Porto divulgou o reencontro e levou ele de volta para o rádio. Mesmo assim, a volta não foi imediata. O samba tinha perdido espaço, e Cartola continuou trabalhando em outras funções por anos, inclusive como contínuo no Ministério da Indústria e Comércio. O primeiro disco solo dele saiu em 1974. Ele tinha 65 anos. Foi nesse disco e nos seguintes que apareceram As Rosas Não Falam, O Mundo é um Moinho, Acontece, Alvorada e O Sol Nascerá. Ao longo da vida, Cartola compôs mais de 500 músicas. O primeiro show solo dele foi em 1978, aos 70 anos. Ele morreu em 1980. Qual música do Cartola você sabe de cor? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. #cartola #mangueira #samba #historiadobrasil #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA