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Ele tinha 10 anos quando o próprio pai, cheio de dívidas de jogo, o vendeu como escravo. O nome dele era Luiz Gama.
Luiz nasceu livre em Salvador, na Bahia, em 21 de junho de 1830. A mãe, Luiza Mahin, era uma mulher negra liberta. Em novembro de 1840, o menino foi embarcado para o Rio de Janeiro e revendido. Compradores o recusaram por ser baiano, e ele acabou escravo doméstico na casa de um alferes, em São Paulo.
Por volta dos 17 anos, um estudante hospedado na casa ensinou a ele as primeiras letras. Luiz fugiu e provou que tinha sido escravizado ilegalmente. Virou amanuense da polícia, um tipo de escrevente, estudou as leis por conta própria e passou a atuar nos tribunais como rábula, como se chamava quem advogava sem diploma.
A arma dele foi uma lei esquecida. Em 7 de novembro de 1831, sob pressão do governo britânico, o Brasil aprovou uma lei que declarava livres todos os escravos trazidos de fora e multava quem os importasse. O Estado não cumpriu, e o tráfico seguiu por quase 20 anos. Os historiadores ligam a essa lei a expressão para inglês ver.
Luiz Gama fez a lei valer. Usou o texto de 1831 nos tribunais para pedir a liberdade de africanos trazidos depois da proibição. Nem sempre ganhava: Jacinto, que dizia ter chegado a São Paulo depois da lei, teve o pedido negado pelo juiz. Até 1868, já tinha tirado mais de 30 pessoas do cativeiro na Justiça. A família fala em mais de 500.
Ele morreu em agosto de 1882, em São Paulo. Segundo o escritor Raul Pompeia, mais de 3 mil pessoas acompanharam o enterro, numa cidade de 100 mil habitantes. Em 2015, 133 anos depois, a OAB entregou a ele o título de advogado.
Que expressão você usa sem saber de onde veio?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
Luiz Gama passou a vida cobrando que a Justiça valesse para todos. Toque na imagem para ver a estátua da Justiça.
#luizgama #historiadobrasil #advocacia #seculo19 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Ele tinha 10 anos quando o próprio pai, cheio de dívidas de jogo, o vendeu como escravo. O nome dele era Luiz Gama. Luiz nasceu livre em Salvador, na Bahia, em 21 de junho de 1830. A mãe, Luiza Mahin, era uma mulher negra liberta. Em novembro de 1840, o menino foi embarcado para o Rio de Janeiro e revendido. Compradores o recusaram por ser baiano, e ele acabou escravo doméstico na casa de um alferes, em São Paulo. Por volta dos 17 anos, um estudante hospedado na casa ensinou a ele as primeiras letras. Luiz fugiu e provou que tinha sido escravizado ilegalmente. Virou amanuense da polícia, um tipo de escrevente, estudou as leis por conta própria e passou a atuar nos tribunais como rábula, como se chamava quem advogava sem diploma. A arma dele foi uma lei esquecida. Em 7 de novembro de 1831, sob pressão do governo britânico, o Brasil aprovou uma lei que declarava livres todos os escravos trazidos de fora e multava quem os importasse. O Estado não cumpriu, e o tráfico seguiu por quase 20 anos. Os historiadores ligam a essa lei a expressão para inglês ver. Luiz Gama fez a lei valer. Usou o texto de 1831 nos tribunais para pedir a liberdade de africanos trazidos depois da proibição. Nem sempre ganhava: Jacinto, que dizia ter chegado a São Paulo depois da lei, teve o pedido negado pelo juiz. Até 1868, já tinha tirado mais de 30 pessoas do cativeiro na Justiça. A família fala em mais de 500. Ele morreu em agosto de 1882, em São Paulo. Segundo o escritor Raul Pompeia, mais de 3 mil pessoas acompanharam o enterro, numa cidade de 100 mil habitantes. Em 2015, 133 anos depois, a OAB entregou a ele o título de advogado. Que expressão você usa sem saber de onde veio? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. Luiz Gama passou a vida cobrando que a Justiça valesse para todos. Toque na imagem para ver a estátua da Justiça. #luizgama #historiadobrasil #advocacia #seculo19 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA