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Por dentro, o gelo é azul e riscado de preto. Cavernas assim se abrem no Mýrdalsjökull, calota de gelo no sul da Islândia. As faixas escuras são cinzas de erupções antigas.
Quem cava esses túneis é a água do degelo. Ela desce por rachaduras e abre poços quase verticais, chamados moulins, palavra francesa para moinho. Por isso, as cavernas não duram para sempre.
Embaixo de tudo isso dorme o vulcão Katla. A caldeira dele, uma cratera de 9 por 14 km, fica coberta por até 700 metros de gelo. Nos últimos 1.100 anos, o Katla entrou em erupção pelo menos 21 vezes, em média a cada 50 anos. Hoje, cientistas vigiam o vulcão 24 horas por dia.
A última grande erupção começou em 12 de outubro de 1918 e durou 24 dias. O calor derreteu o gelo, e uma enxurrada desceu da geleira com água, areia e blocos de gelo. No pico, a vazão dela foi estimada em 300 mil metros cúbicos por segundo, mais que a média do Rio Amazonas, de 210 mil. Os sedimentos empurraram a costa alguns quilômetros mar adentro.
Perto de Álftaver, fazendeiros recolhiam ovelhas quando ouviram estrondos. Largaram os animais e correram para um campo de lava, onde chegaram pouco antes da onda. Ninguém morreu, mas a maior parte do rebanho se afogou. Na manhã seguinte, um bloco de gelo da altura da cintura estava na entrada de uma fazenda.
O nome vem de uma lenda. Conta-se que Katla era a governanta de um mosteiro da região, tida como bruxa e dona de uma calça mágica que fazia correr sem cansar. Quando o pastor Barði usou a calça escondido, ela o afogou num barril de soro de leite. Com medo de ser descoberta, fugiu para a geleira e sumiu numa fenda do gelo. Logo depois, veio a enchente.
Você entraria numa caverna de gelo em cima de um vulcão?
Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu.
O vulcão de mesa não tem gelo nem cinza, só vapor e luz de lava. Toque na imagem para ver o umidificador vulcão.
#katla #geologia #islandia #anos1910 #vocesabia
*Imagem ilustrativa gerada por IA
História Ilimitada Por dentro, o gelo é azul e riscado de preto. Cavernas assim se abrem no Mýrdalsjökull, calota de gelo no sul da Islândia. As faixas escuras são cinzas de erupções antigas. Quem cava esses túneis é a água do degelo. Ela desce por rachaduras e abre poços quase verticais, chamados moulins, palavra francesa para moinho. Por isso, as cavernas não duram para sempre. Embaixo de tudo isso dorme o vulcão Katla. A caldeira dele, uma cratera de 9 por 14 km, fica coberta por até 700 metros de gelo. Nos últimos 1.100 anos, o Katla entrou em erupção pelo menos 21 vezes, em média a cada 50 anos. Hoje, cientistas vigiam o vulcão 24 horas por dia. A última grande erupção começou em 12 de outubro de 1918 e durou 24 dias. O calor derreteu o gelo, e uma enxurrada desceu da geleira com água, areia e blocos de gelo. No pico, a vazão dela foi estimada em 300 mil metros cúbicos por segundo, mais que a média do Rio Amazonas, de 210 mil. Os sedimentos empurraram a costa alguns quilômetros mar adentro. Perto de Álftaver, fazendeiros recolhiam ovelhas quando ouviram estrondos. Largaram os animais e correram para um campo de lava, onde chegaram pouco antes da onda. Ninguém morreu, mas a maior parte do rebanho se afogou. Na manhã seguinte, um bloco de gelo da altura da cintura estava na entrada de uma fazenda. O nome vem de uma lenda. Conta-se que Katla era a governanta de um mosteiro da região, tida como bruxa e dona de uma calça mágica que fazia correr sem cansar. Quando o pastor Barði usou a calça escondido, ela o afogou num barril de soro de leite. Com medo de ser descoberta, fugiu para a geleira e sumiu numa fenda do gelo. Logo depois, veio a enchente. Você entraria numa caverna de gelo em cima de um vulcão? Segue @historiailtda pra ver a história como você nunca viu. O vulcão de mesa não tem gelo nem cinza, só vapor e luz de lava. Toque na imagem para ver o umidificador vulcão. #katla #geologia #islandia #anos1910 #vocesabia *Imagem ilustrativa gerada por IA